Nov 19
NetBeans 6.5
Finalmente o NetBeans 6.5 foi disponibilizado para download! Estou louco para testar as novas features, mas o proxy aqui do trabalho barra o download…
No commentsNov 14
O outro lado da moeda
A notícia que vi no “Em cima da hora” do Globo News foi simples, curta e grossa. Pelo que lembro, dizia que um incidente ocorreu em uma grande loja de varejo, no qual o segurança bateu boca e atirou em um cara que entrou na loja mal-vestido. Só me liguei no detalhe: “negro e mal-vestido”, pois sei que, no Brasil, isso é tratado como sinônimo de ladrão e vagabundo.
Como o noticiário, que adorou mostrar a esposa dele chorando e lembrar que ele tinha filho pequeno, não falou nada mais sobre o falecido, fiquei na dúvida: “qual a história dele?”. Será que ele seguia o estereótipo de “mal-vestido, ladrão e vagabundo” ou era apenas um trabalhador honesto que estava se lascando para tentar montar uma vida honesta e não tem como gastar dinheiro para se vestir bem só para ir nas Casas Bahia?
Hoje, lendo um post no “Linux… e mais coisas”, descobri a resposta para essa pergunta. E, como uma verdadeira paulada na cara dessa sociedade hipócrita, mais um honesto morre com a fama de vagabundo. Copiado do blog do Fábio (que copiou de outro blog), temos o fim de mais uma história que poderia ter um final feliz:
A Casa do Zezinho, há mais de 10 anos, é um oásis de cultura, educação, civilidade e afeto para 2 mil crianças na periferia de São Paulo. Localizada no epicentro dos bairros Jardim Ângela, Capão Redondo e Parque Santo Antônio, a Casa oferece dezenas de oficinas culturais, além de apoiar os jovens na escola e na vida doméstica. A maioria esmagadora deles não tem pai, poucos podem contar com a mãe, geralmente ocupada em lutar na cidade para levar algum dinheiro para casa, ou em muitos casos, afundada no alcoolismo.
Mesmo com esse quadro duro, assustador, frequentar a Casa do Zezinho, com frequento como colaborador voluntário há mais de 5 anos, é uma grande alegria. Porque lá a gente aprende com o sorriso e garra das crianças. Quem vive do outro lado da moeda e acha que a vida é dura e injusta, pode tomar uma ducha instantânea de ensinamentos a um simples contato com um garoto ou garota da Casa do Zezinho. Todos eles são sobreviventes e vencedores de uma guerra dura e diária.
Na última segunda-feira, essa ONG, que representa um verdadeiro DNA de ética e eficiência para o país, foi barbaramente atingida. Um de seus “Zezinhos” mais queridos, já grandinho, com 23 anos, lutanto para enfrentar a vida, agora como pai de família, foi estupidamente assassinado. O nome dele é Alberto Milfont Jr. Segue o relato indignado abaixo das educadoras da Casa do Zezinho, ao quem eu me junto e convido cada um de vocês a se juntar e espalhar essa notícia por aí.
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Nota de repúdio e indignação
A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.
O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos.
Enquanto aguardava dentro da loja, “roupa de trabalhador”, sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.
Suas últimas palavras: “Sou cliente, não sou ladrão!”. A partir daí se calou. Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!
Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra que? Trabalhar pra que? Ser honesto pra que? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!
O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer. O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003.
Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses.
Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história.
Nenhum (a) jovem “mal vestido” (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.
Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.
Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. – O mano Alberto subiu!
Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estima tão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.
A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.
Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador.
Adeus mano Alberto!
No commentsNov 12
Momento geek/nerd da semana
Depois do momento mórbito, vem o momento geek. Após mais alguns minutos de cultura inútil (uma vez que a companhia para o almoço não sai da reunião), descobri também que:
- Sou 75% viciado em blogging - o que me leva a perguntar o que é 100% ou 0% (ou até 50%);
75% - Sou 67% geek - sacanagem… Era para ser uns 100%…
67% Geek - Meu HTML e CSS vão mal… Só lembrei de 38 tags e 41 propriedades… Nem acredito que esqueci as tags de formulário…
38
41 - Mas, para jogar minha humildade pro saco, conheço 92% das linguagens de programação mais (in)comuns - só errei no Fortran:

Claro que não perguntei a São Google. Isso só testaria minha capacidade de fazer pesquisas…
No commentsNov 12
Momento mórbido da semana
Andando na blogosfera, tropecei em um site especializado em quiz. Tem dos mais interessantes aos mais bizarros. Aproveitei minha hora de almoço para fazer alguns.
Após alguns minutos de cultura inútil, já sei que:
- Eu sobreviveria 1 minuto e 45 segundos no vácuo;

- Aproximadamente 139768 pessoas morreram no dia em que eu nasci - curiosamente, nenhum famoso morreu no dia do meu aniversário;
139,768 People - Meu cadáver vale US$ 4140 - nem imagino como, mas vale mais que meu blog;
$4140.00 - Falando em cadáver, o meu alimentaria 16 canibais;

- Falando em canibalismo, em um acidente no meio de uma tempestade, eu teria 17% de chances de comer meus amigos (mas alimentaria 16 deles);
17% - Se eu ficasse preso em casa, poderia sobreviver exatamente um mês - duvido muito;

- E, meu favorito: tenho 46% de chances de sobreviver à uma invasão de zoombies! Anos de jogos e filmes de zoombies finalmente valem a pena! Talvez um pouco de malhação ajude a aumentar minhas chances…
46%
Nov 4
Sim, sou geek!
Navegando na blogosfera, achei um post no GeracaoWeb falando sobre características de um geek. Na verdade, ele achou as características na Wikipedia, mas esqueceu de colocar o link… Falhas à parte, eis a cópia da lista de características:
- Na escola costuma(va) sentar-se nas cadeiras centrais e adora(va) corrigir seus professores e colegas;
E como! Primeira fila sempre! - Adora computadores e, freqüentemente, são capazes de programá-los;
Trabalho com isso, meu hobby é isso… E, modéstia a parte, estou sempre me aperfeiçoando na arte de programar. - Gosta de jogos de computador;
Normalmente preciso de uns 40 “continues”, mas adoro um jogo de computador (melhor ainda os clássicos de décadas atrás). - Gosta de tudo relacionado à alta tecnologia e gadget;
Com certeza! Já tive celulares, palms, video-games, celulares que parecem video-games, entre outros. - Gosta de ficção científica/fantasia em filmes, livros e jogos;
Douglas Adams! Isaac Asimov! Etc, etc. - São consumidores potenciais de tecnologia e tudo o que for relacionado, e está antenado aos últimos lançamentos;
Isso eu fico devendo. Quando meu salário deixar, volto a consumir mais. - Internauta de carteirinha, passa maior parte do tempo em frente ao computador navegando na internet;
Tenho um blog, postando nesse momento. Não preciso dizer mais nada… - Tem sede de conhecimento, e quanto mais conhecimento adquire, mais deseja conhecer.
Desde receita de bolo até física quântica (exceto misticismo - acho desnecessário, para mim). - Gosta de leitura, na maioria das vezes se interessa por assuntos que a maioria não tem interesse ou desconhece o assunto;
Redundante, mas menciono física quântica novamente… - Encontra soluções fáceis para as coisas, por ser uma pessoa que sempre está pensando de forma acelerada;
Facilita muito no meu trabalho… - Tem o pensamento a frente das demais pessoas.
Vide…
Em resumo, sou geek, e com orgulho. Também sou nerd, otaku, etc, etc, mas é assunto para outro post.
No commentsNov 4
Trocando senha no MySQL
Não curto o MySQL. Nunca fui com a cara do sujeito, mas a convivência é aceitável. Hoje precisei recuperar a senha de um usuário, e, após perguntar a São Google, achei o seguinte comando:
SET PASSWORD FOR 'usuário'@'servidor' = PASSWORD('nova senha');
Funciona, mas você precisa saber qual o nome do usuário e, principalmente, o nome do servidor a partir do qual o usuário se conecta. Se não sabe, mais um comando resolve o problema:
SELECT host, user FROM user;
Cruel, mas, como sei que no Oracle não é muito diferente, nem vou reclamar.
No commentsNov 3
Buracos negros na Internet
Muitos sabem que, na China, em Cuba e na Arábia Saudita, a Internet é censurada pelo governo. O que poucos sabem (e eu descobri a pouco tempo), é que esses países não são os únicos. Em alguns locais, até o computador pessoal é proibido. Esses “buracos negros da Internet” estão relacionados em um post do Strange Maps.
Se parar para pensar, é fascinante o fato que, graças ao governo da China, um terço da população mundial não tem acesso livre à Internet.
No commentsOut 22
Planta blogueira
Tenho o costume de escrever um blog desde 2006, mais ou menos. É pouco, mas já entrei na “era blog”. E, agora, quando os que estão a minha volta acham estranho e dizem que não tem blog, vou falar: “Pô! Até planta tem blog hoje em dia!”
E não será mentira. A planta, chamada Midori-san, escreve um blog! Usando sensores, ela detecta o mundo externo e informa o clima, se alguém a tocou, etc. Meu japonês é igual ao de uma criança japonesa de uns 3 ou 4 anos, mas deu para ver que a planta tem até página de perfil..
E aí? Já tem seu blog? Até uma planta tem!
No commentsOut 22
Meu próximo celular: o celular do Google
Acesso a internet, e-mail, IM, suporte a 3G, touchscreen, câmera digital, etc, etc. Parece mais um yet-another-celular (redundantemente falando), mas tem quatro coisas que eu adorei:
- É do Google. Competindo com os chineses pelo domínio global, o celular “deles” tem acesso rápido a toda tralha Google: busca, Orkut, GTalk, YouTube, etc. Além do logotipo deles na parte de trás do celular.
- Interativo. A tela touchscreen “vira” quando você abre o teclado. Assim, você tem sua tela “vertical” quando o celular está fechado e “horizontal” quando está com o teclado a mostra. Terrivelmente prático.
- Personalizável. Alterar o fundo de tela é o mínimo. Dá para organizar sua área de trabalho no melhor estilo Windows: somente clicando e arrastando (espero que não tenha os mesmos bugs).
- Acesso Wi-Fi. De que adiantaria baixar um monte de vídeos do YouTube se, depois, você precisa pagar uma furtuna de acesso a dados? Já fico imaginando-me em um Shopping, esperando o almoço que nunca sai, enquanto vejo as últimas notícias nerds ou alguma doideira no YouTube.
Sou muito chato com relação a celulares. Acho todos parecidos demais, com pouca inovação e muito disperdício de recursos. Mas esse, admito, me conquistou. Espero que seja tão bom quanto a propaganda…
No commentsOut 15
Novas (e antigas) técnicas de programação
Um colega me enviou um link interessante sobre o BDD (Boss Driven Development). Achei muito divertido, principalmente por ser verdade em muitas empresas. Graças a Deus, onde trabalho não é assim, mas já trabalhei em lugares onde a idéia é agradar o chefe, e a empresa como um todo fica em último plano. Realmente horrível.
Usando o HT do HTML, encontrei o blog Fragmental que, entre outras coisas, falou o que penso das consultorias. Bom saber que não é opinião só minha. E, mais um link depois, achei a pérola que eu queria: um artigo que fala que nem só de VOs e BOs vivem as aplicações JavaEE.
Odeio cebolas. Tanto as leguminosas quanto as feitas em Java. As duas são amargas, cheias de camadas e fazem você chorar quando começa a mexer com elas. Para mim, não tem nada mais grotesco do que uma aplicação cebola, com mais camadas que classes.
A receita para uma aplicação cebola é simples: basta colocar um design pattern em cada recurso novo de seu sistema. “Tenho que fazer 2+2 aqui” - transforme em uma factory de operações matemáticas que recebe a operação (um command) e uma lista de operandos, todos na forma do flyweight. Afinal, daqui a uns cinco anos, alguém pode querer fazer uma subtração ou somar “1+1″.
Claro que esse exemplo é extremista, mas a realidade não é muito distante. Já vi situações em que o programador previu a possibilidade de enviar um item para vários MDBs diferentes, cada um com seu filtro próprio, para dizer se deve ir ou não para aquele destino. Ótima idéia, mas a aplicação ficou dois anos em produção até surgir a possibilidade do segundo MDB e, quando surgiu, esse pattern foi a primeira coisa ejetada da aplicação, pois o filtro iria para outra aplicação.
Pergunto: adiantou levar todo esse tempo para elaborar esse arcabouço?
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